Ainda me lembro das tuas mais doces palavras e dos teus mais contidos sorrisos. Peço-te que saibas guardar em mim, todos os pedacinhos de ti, não me posso esquecer de nenhum, nem um...
Sou uma espécie de fio embaraçado, aquele que se tenta mas não se consegue desfazer o nó.
Que o fio não se desate, que o amor não se gaste. Perto e longe, os teus braços ainda, porque os imaginarei. E a imaginação e o coração sabem mais de mim e conhecem-me como ninguém. Depois de tudo espero poder dizer: "espera por mim ao pé da fonte" ou "estou quase a chegar". E o coração a rebentar de não poder mais. E dizer ainda ao teu ouvido "Eu ainda me lembro do dia que esperaste por mim na fonte". Não te esqueces? E as tuas mãos macias? É a elas que devo este grande amor.
Setembro 2007
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